quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

O restante

Há dias que só lhe resta o escrever para tentar entender a si. Palavras tolas, diagramação ruim, pensamentos aéreos, essa gradação intolerante paira sobre nossas minha cabeça. Ela não me quer deixar se entender, não quer me dar cordas para eu ir andando e marchando feito um soldadinho movido por elas. O tempo. Ele voa, trás coisas boas e ruins de toda a eternidade para vir borbulhar na sua realidade e na sua mente. Escolhas. Nem sempre se faz a certa. Ou pelo menos adia a escolha certa... Ou, talvez, não! Enfim, a vontade de escrever passou. O que tava em mim de ser um livro é apenas breves palavras... porém, com vastos entendimentos. A realidade é um conjunto de oportunidades de escolhas, que não fazendo uma delas, acabas, talvez, fazendo nada do que imaginastes fazer. E é no abuso de escrever que eu percebo que devo escrever mais e dizer: Que o agora é o que deve ser vivido intensamente, me sinto orgulhoso de estar escrevendo, e o restante, é bonito e simples, como escrever.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Da efemeridade das coisas


"Percebo que a efemeridade da proximidade é tão tênue quanto a infinidade da distância." (Rafael Silveira)


A VIDA, ah a vida! Grande e sinuosa vida! Nos impõem seu trilho e ficamos a vagar por entre suas entranhas - certas e incertas - por onde decidimos o que queremos digerir. Como um relâmpago suas escolhas passam à velocidade da luz e nós experimentamos a efemeridade do tempo, trazendo coisas boas com o vento e com o vento as leva, assim também com as ruins, ao menos! 

Sonhos e realidade, aversão de imagens e sensações, nos mostram o fim da vida, o fim de um amor ou o começo do fim do mesmo que não ocorreu, pura frenesi, fim de papo, fim do dia, fim da noite, finda escolha, almejados pelo fim do fim, porém a busca humana é infinita, por momentos bons e alegres que carregam em si seus momentos ruins. Uma eterna luta, o homem o protagonista e a vida o palco!

Com a vida corrida, a explosão das informações que já nos informam que estamos desatualizados, a tecnologia pulsante que nos deixa para trás; O homem "evoluiu" para o desapego, para a plasticidade do momento, buscando através desses infinitos momentos, como um quebra cabeça, almejar a felicidade, nisso envolve pessoas diferentes, objetos diferentes, momentos diferentes. Houve o tempo onde as pessoas viviam uma toda vida, todos os momentos eram recordados e guardados na lembrança, fazendo engrandecer a vontade de passar mais tempo na mesma realidade. Hoje, o homem acelerou o tempo e não consegue acompanhar sua velocidade, imerso em suas angústias, do desapego, em suas inverdades e seus momentos felizes, puros momentos efêmeros que leva o mesmo a refletir sobre o que se sente agora e o que continua sentido, grande contradição. 

Viver é viver o mesmo momento infinitamente. O homem riscou essa frase do seu cotidiano.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Plasticidade da vida

Vivemos! Ora, vivemos! Mas como vivemos?


        Vivemos em uma época boa aos olhos de muitos, onde a facilidade das comunicações e do bem estar nos transformaram em seres mais interativos uns com os outros e atenciosos para o que se passa.
        Porém, toda essa parafernália acaba nos restringindo à nossa liberdade. E, de fato, vivemos em um mundo efêmero, baseado no "novo" acima do "um pouco velho". Queremos sempre mudar e ir atrás de novidade e de velocidade. Os restaurantes são fast foods, o consumo é desenfreado, produtos são feitos para durarem pouco, as notícias em segundos nos deixam desatualizados, a música não marca uma geração apenas uma semana, os amores duram até outra pessoa lhe abraçar logo ao lado dessa, enfim, vivemos escravos do tempo.
        Poderia ficar horas e horas exemplificando situações do cotidiano, mas acho mais interessante passar uma reflexão acerca: De que adianta transparecermos o local e nos globalizarmos se não somos capazes de aproveitar compassadamente essa liberdade?
          A revolução industrial nos trouxe algumas praticidades, no entanto, vivemos a mercê das imposições do "mercado", podemos dizer até que seja um chefe para todos, e que devemos obedecer fielmente. Concomitantemente, estamos vivendo em uma "sociedade de plástico", analogamente com o plástico que logo em breve é descartado para que outro venha substituí-lo. Acontece que como qualquer resíduo esses plásticos vão se acumulando e demoram até milhares de anos para desaparecem por completo. Assim acontece com a indústria do amor, onde podemos apenas chamar de indústria, pois o amor, deveras, está longe, onde crises de relacionamento afloram como tic tacs do relógio, segundos de impura amorosidade, é feito pela facilidade de consegui-lo, é um produto, um commodity, e atendendo a lei da oferta e da procura, quantos mais fácil e barato melhor de se achar e mais fácil de desprezar e descartar. 
        E uma crítica precisa de uma solução, com base nisso, digo que não há tanta coisa a ser feita, é uma questão pessoal, onde cada um deve tomar por base onde esteja pisando e ver onde todo esse "alvoroço" irá dar. Não se faz mais casais como antigamente, hoje queremos sempre estar um passo a frente e resolvermos nossos problemas freneticamente. A calma é uma breve solução e a reflexão uma constância dela. Estamos tão acostumados a viver a mesma situação diária com pessoas diferentes. Por que não vivermos com uma mesma pessoa diversas situações diárias? O que abrange troca de experiências e momentos saborosos da vida, ao invés de passar a vida procurando por isso e não achar?
        A sociedade impõe as regras e devemos seguir. Mas, pera aí, você também faz parte da sociedade, não acha que podemos mudar isso e impormos nossas vontades? Maioria? Você quer seguir a maioria? A maioria é cega e você tem apenas dois olhos. Vamos começar a reciclar o plástico! Cansei de escrever...

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Sorrisos


E os sorrisos continuam a me envolver e aprisionar...


Alguns são discretos, outros exorbitantes, alguns são sem graça ou trazem ela para a sua vida, entre outros que trazem o alívio para os que vivem à míngua da vida sofrida, da doença. Quero falar em especial daqueles, os bons, que trazem a chave dos pensamentos e da alma, aquele que esconde um quê de mistério e aprisionam o olhar à sua direção e sentido, sentido com ternura e essência. Tal ela que torna a vida cativante. Não quero falar dos sorrisos zombeteiros que carregam uma carga de energia negativas. Pronto! Quero sorrir para me misturar a felicidade e me separar do que não traz motivo à vida. Penso, logo sorrio! Cartão de visita de um ser, ser, hei de ser, serei! Só risos se manifestam agora  :)

Sorrirei até quando houver dente e serei sorridente em mente e pacientemente sentirei.

Aos que gostam de sorrir.. =D




segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Reflexão - Das tulipas ao regador



Poder refletir sobre algo que passou, e, através dela - a reflexão - reconhecer a questão em si e sua ponderação de erro ou acerto é uma tarefa complicada...

O jardim brotando do regador


Os hemisférios das órbitas disformes dos lábios se encontraram, pairaram sobre o silêncio barulhento daquele avenida movimentada, o que para eles foi de total surdez, não se ouvia nada. O que tinha só, e somente só, era o encontro de duas almas candentes de paixão, as quais haviam descoberto a faísca para o desejo oculto e latente que ambos possuíam. Era quase um devaneio, interrompido pela lógica de que precisavam acordar daquele transe profundo em que se encontravam. Os minutos se passaram, os carros passaram, a fantasia passara, e ao abrir de outras órbitas, agora oculares, se configurou um brilho diferente daquele ocorrido antes do fechar das mesmas. Era então o começo de um feitiço que iria criar corpo e ação após aquele instante. Não se dizia que esse feitiço poderia ser maligno, e que iria corromper o amor e escalar a razão muda e seca do mais amplo e frígido distanciamento. Seria um ar gélido e arrogante, de desvanecimento. Outrora, outro ar, outra visão, outro sabor. Agora nem se pode sentir mais nada, apenas a ausência, que não é a mesma para os dois lados, é de uma lembrança boa e uma vontade de querer voltar ao que era, do outro, um ar parecido, mas inerte, sem comprometimento. E assim, não podem se conhecer melhor pelas imposições feitas. Antes tinha jardim, tulipas, cheiravam e soavam sabor, agora só restou o regador esquecido pelos cantos do inexistente jardim.